Nas Universidades vemos claramente expressões da divisão sexual do trabalho. Somos maioria nas universidades desde a década de 80, no entanto, continuamos excluídas dos espaços de poder dessas instituições (reitorias, direções, etc), de muitas linhas de pesquisas e espaços de produção de conhecimento (projetos de pesquisa e pós graduação, por exemplo).
Ainda com relação a presença da mulher na universidade, podemos observar que, ainda hoje, a imensa maioria egressa encaminha-se para cursos que refletem o papel de cuidar e educar, como pedagogia, psicologia, enfermagem, papel historicamente atribuído às mulheres. A trajetória das mulheres nas universidades é marcada pela discriminação e pelo machismo. São exemplos: a coisificação das mulheres nas calouradas, as políticas de permanência não compreendem as dificuldades maiores que passam as mulheres para permanecer no curso, muitas mulheres sofrem violência nos campi, a desqualificação ao protagonizar os espaços da política universitária e ao pautar o feminismo na universidade. Tema delicado e pouco debatido, o assédio sexual por parte do corpo docente é uma realidade muitas vezes invisibilizada.Por concebermos a universidade como um espaço privilegiado de produção de conhecimento e construção de uma outra sociedade, não aceitamos a nossa desvalorização neste espaço.

Campanha do DCE pela criação de creche nas universidades.
Realização do I Encontro de Mulheres Estudantes da UFJF com garantia de estrutura oferecida pelo DCE.
Pela não utilização da linguagem sexista nos fóruns do Movimento Estudantil
Defesa de uma educação não sexista que respeite a pluralidade cultural e que combata toda forma de discriminação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário