sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Pra fazer o DCE que a gente quer!!!
Mas pra tudo isso acontecer, nós, estudantes, temos que participar!!!
O Diretório Central dos Estudantes “ DCE “ é o instrumento principal para a concretização do que a gente quer. É ele quem tem a função de articular e movimentar todos os estudantes, para que juntos essa Universidade seja do jeito que a gente quer!
Infelizmente este não é o quadro atual da UFJF. Hoje em dia vemos uma gestão ausente e despreocupada com a opinião e o cotidiano dos estudantes, que é distante de onde os estudantes estão.
A Chapa DCE que a gente quer é um convite para que todos os estudantes da UFJF se unam na construção da Universidade e da Educação que a gente quer.
Reconhecemos todos os problemas presentes hoje em nossa realidade: falta de estrutura física, de professores, de vagas, de políticas de assistência e moradia estudantil, corte de bolsas, biblioteca desatualizada, falta de apoio a cultura, desrespeito para com portadores de necessidades especiais, machismo e homofobia.
Todos estes são obstáculos prementes, que não têm sido enfrentados pela atual gestão do DCE.
Este blog é um chamado feito à todos/as nós. É hora de construir o DCE que a gente quer!
Plano Nacional de assistência estudantil
- Ampliação dos acervos das Bibliotecas!
- Bolsista tem direito a férias. Fim do corte de pagamento nas férias!
- Construção de um prédio para moradia estudantil! Muitos estudantes da UFJF são de outras cidades e não tem condições de pagar aluguel
- Desencaixotamento dos livros das bibliotecas setoriais!!
- Início imediato da construção/ampliação do RU, com funcionamento à noite e nos finais de semana
- Muitas mães universitárias abandonam os estudos por falta de condiçoes de associar os estudos ao cuidado dos filhos. Queremos creche nas universidades!!! As mulheres mães também têm direito de estudar!
Fim do corte de bolsas na UFJF
A atual gestão do DCE ficou inerte diante desse fato. Não vamos ficar lamentando, vamos fazer diferente! Ainda é tempo! Fim do corte de bolsas já!
Contra a imposição do Reuni na UFJF
Este é um espaço onde o movimento estudantil tem que participar. É um importante momento quando os/as estudantes têm a oportunidade de dar sua contribuição para o avanço da Universidade. Nós, da chapa DCE que a gente quer, propomos que o DCE leve o decreto do REUNI à todos/as na Universidade, com espaços de discussão e debate de posições.
No entanto, o atual contexto da UFJF vai totalmente contra a esse processo. De um lado, a reitoria esconde dos/as estudantes o seu projeto de adesão ao REUNI; de outro, a atual gestão do DCE se nega a discutir o decreto, colocando-se automaticamente contra, além de divulgar uma falsa versão do REUNI, relacionando-o à instituição de Bacharelados Interdisciplinares (BI) do Universidade Nova.
O Universidade Nova é um projeto específico, originado na UFBA, e posteriormente adotado em outras universidades, como a UFABC, e que prevê uma reestruturação da arquitetura curricular através da construção de Bacharelados Interdisciplinares (BI). O que é diferente do REUNI, que não define essa reestruturação e tem medidas mais amplas. Como exemplo, a UFMG e a UFRJ estão construindo projetos pelo REUNI que não pretendem alterar a estrutura acadêmica tal qual está constituída hoje.
Nós, da chapa DCE que a gente quer, propomos a construção de um calendário de debates, nos quais os/as estudantes tenham a oportunidade de construir um projeto de Universidade democrático e popular, referenciado nas demandas sociais. Não vamos aceitar a falta de debate da reitoria, de explicitação do objetivo que tem a adesão ao decreto. Não vamos, todavia, perpetuar a postura da atual gestão do DCE que é a de “ser contra” sem debate com os/as estudantes. Nossa chapa não tem receio de debater, e quer construir com os/as estudantes da UFJF.

Conheçam o projeto do Reuni na seguinte página de internet:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6096.htm
Regulamentação dos estágios já!
Uma nova cultura política para o movimento estudantil

- Reuniões abertas e divulgadas com antecedência!
- Reuniões do DCE nos institutos!Jornais mensais, sites e lista de e-mails!
- Prestação de contas financeiras e das atividades da gestão!
- Realização periódica e convocação com antecedência de Conselho de C.As e D.As (CONCADA)
- Participação nos conselhos da UFJF e de Juiz de Fora (como o dos Transportes e da Juventude), tornando públicas suas atas!
- Aproximação e maior diálogo com os grêmios das escolas secundaristas!
- Congresso de Estudantes.
Extensão
Para tanto, e imprescindível que sociedade e movimentos sociais estejam articulados com a universidade nesse processo de construção do conhecimento. A extensão é tambem um instrumento de formação profissional que possibilita o conhecimento da realidade na qual os discentes irão atuar após a sua formação. O debate sobre a extensão, muitas vezes esquecido ou mitigado, deve ser colocado na UFJF. E dever do DCE informar os alunos de que os mesmos podem e devem protagonizar os projetos de extensão, dentro de seus cursos com autonomia em relação aos seus professores.
Para tanto, nossa chapa propõe a criação de uma coordenaçao de extensão que se responsabiliza e se compromete com você estudante a participar e publicizar as atas do conselho de extensão , a valorizar os projetos já existentes, a construir um link próprio para a temática no site do DCE e a coloborar na eleboraçao de novos projetos atraves de uma cartilha que oriente como os discentes sobre todo o processo da construção de um projeto de extensão.
S.O.S. Casa de Parto

A casa ainda oferece diversos serviços para a comunidada juizforana como pré-natal, grupo de gestantes/casais, ginástica para gestantes, parto normal, parto na água, parto de cócoras, acompanhamento pós-parto, serviço de apoio ao aleitamento materno, curso de massagens para bebês (Shantala) e grupo de direitos reprodutivos. Não é difícil entender o importante trabalho desenvolvido na Casa e suas possibilidades no ensino, na pesquisa e na extensão. No país da indústria do parto hospitalar, onde infunde-se o medo ao invés da tranquilidade e felicidade às mães, o trabalho da Casa de Parto se constitui como uma vanguarda e um bem público que deve ser valorizado, divulgado e protegido por tod@s nós.
A cultura que liberta
A cultura pode ter um potencial de transformação e mudança enorme. Pode ser também um poderoso instrumento de alienação e dominação. O que assistimos no mundo hoje é uma hegemonia das produções culturais que reforçam os valores e conceitos da cultura dominante, européia, branca, masculina. Cada vez mais, a idéia da cultura como entretenimento ganha força, o que na prática assegura a idéia do consumidor cultural como espectador (passivo por principio) e substitui a perspectiva do fomento à produção cultural como instrumento de mudança e transformação a partir da apropriação da história construída pela humanidade. O que importa é o espetáculo. A indústria cultural tem definido o que deve ou não ser produzido. Não há mais espaço para as produções independentes, criativas, ousadas e tudo aquilo que questiona os padrões definidos pelas grandes corporações culturais e da comunicação. Nesse sentido a implementação de uma política cultural deve criar espaços e instrumentos para o desenvolvimento das distintas expressões independentes. Deve também garantir mecanismos para a criação e difusão da produção independente, associada a uma ação para democratizar os veículos.
Acreditamos que o DCE deve criar espaços culturais que permitam a integração entre os estudantes das diversas áreas da UFJF.
Por isso propomos:
- Organizar a 1ª. Bienal de Artes e Cultura da UFJF, composta por exposições, peças teatrais, mostras de filmes e espaços musicais;> Organizar, por meio do diálogo com CAs e DAs ciclos de cinemas interdisciplinares
- Lutar pela restauração do DCE Centro, para devolver a ele o caráter de espaço de integração entre os/as estudantes da UFJF. O DCE Centro não pode ser resumido a um local para festas, que muitas vezes apenas contribui para a maior degradação do prédio
- Garantir que as festas organizadas pelo DCE não sejam terceirizadas, pois acreditamos que os estudantes devem organizar seus próprios eventos. NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA CULTURA ESTUDANTIL
- Lutar pela valorização do MAM e da Casa de Cultura, enquanto espaços de produção cultural, acessível à comunidade acadêmica e à sociedade.
Meio Ambiente
“...Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova referência face a vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida luta pela justiça, pela paz e pela alegre celebração da vida...” 
A nova cultura política também está inserida nesse tema tão amplamente discutido e que ainda passa desapercebido para a maioria da Universidade.
Dessa forma, a chapa “DCE que a gente quer” apresenta a tônica do debate de Meio Ambiente aqui na UFJF, defendendo que é fundamental que a comunidade acadêmica incorpore atitudes mais ecologicamente corretas no seu dia-a-dia, além de entender que a sensibilidade a questão ambiental está em outro patamar: é um tema que deve ser democrático, participativo e transversal.
É papel do conjunto de estudantes pressionar que a Universidade cumpra um papel essencial para superarmos a crise ambiental, incentivando, produzindo e implementando, tecnologias limpas, projetos de pesquisa e extensão que devem estar a serviço da sustentabilidade, articulando o seu potencial mobilizador e formador de opinião.
Ambiente preservado rima com emancipação e preservação do homem e da mulher
- Criação de um Comitê de Debate Ambiental na UFJF e implantação de coleta seletiva no campus da UFJF
- Reivindicação de cadeira discente no Conselho de Meio Ambiente de Juiz de Fora (CONDEMA)
- Participação no Seminário Nacional de Meio Ambiente da UNE -
Garantir a participação estudantil na conquista do Jardim Botânico da UFJF e luta pela preservação da Mata do Krambeck.
Mulheres em todos os espaços
Nas Universidades vemos claramente expressões da divisão sexual do trabalho. Somos maioria nas universidades desde a década de 80, no entanto, continuamos excluídas dos espaços de poder dessas instituições (reitorias, direções, etc), de muitas linhas de pesquisas e espaços de produção de conhecimento (projetos de pesquisa e pós graduação, por exemplo).
Ainda com relação a presença da mulher na universidade, podemos observar que, ainda hoje, a imensa maioria egressa encaminha-se para cursos que refletem o papel de cuidar e educar, como pedagogia, psicologia, enfermagem, papel historicamente atribuído às mulheres. A trajetória das mulheres nas universidades é marcada pela discriminação e pelo machismo. São exemplos: a coisificação das mulheres nas calouradas, as políticas de permanência não compreendem as dificuldades maiores que passam as mulheres para permanecer no curso, muitas mulheres sofrem violência nos campi, a desqualificação ao protagonizar os espaços da política universitária e ao pautar o feminismo na universidade. Tema delicado e pouco debatido, o assédio sexual por parte do corpo docente é uma realidade muitas vezes invisibilizada.Por concebermos a universidade como um espaço privilegiado de produção de conhecimento e construção de uma outra sociedade, não aceitamos a nossa desvalorização neste espaço.

Campanha do DCE pela criação de creche nas universidades.
Realização do I Encontro de Mulheres Estudantes da UFJF com garantia de estrutura oferecida pelo DCE.
Pela não utilização da linguagem sexista nos fóruns do Movimento Estudantil
Defesa de uma educação não sexista que respeite a pluralidade cultural e que combata toda forma de discriminação.
Esporte
- Colocamo-nos como incentivadores e colaboraremos para a criação da Atlética da UFJF.
- Incentivaremos o desenvolvimento de torneios na UFJF das diversas modelidades existentes.
Não à homofobia
mos uma situação conflituosa na busca da igualdade sexual no mundo: 80 países ainda consideram a homossexualidade crime, dentre esses, 9 com pena de morte. O preconceito existente hoje na sociedade reflete-se na universidade e é necessário que a próxima gestão do DCE coloque a luta contra o preconceito e a defesa da livre orientação sexual como aspectos centrais.- Contra a homofobia no movimento estudantil e na Universidade!
- Pela criminalização da homofobia!
- Por uma educação plural e não heteronormativa!
Combate ao racismo

- Combate à discriminação racial!
- Pressão junto à UFJF e às escolas da cidade para que coloquem em prática a Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-brasileira e africana no currículo escolar!
- Construção de um Fórum do DCE de debate sobre políticas de assistência estudantil das/os estudantes negras/os na universidade!
Economia Solidária
- Todo apoio às cooperativas populares e as empresas recuperadas
- Divulgação da economia solidária através de amplos debates na UFJF.
Acessibilidade
- Atuação do DCE na Comissão de Acessibilidade da UFJF
- Realização do debate sobre o tema na perspectiva de uma campanha que garanta a acessibilidade dos/as estudantes portadores de deficiência
Pos-graduação: integrar a universidade,
- Ampliação de recursos da reitoria para os cursos de pós-graduação
- Incentivo a publicação de trabalhos e pesquisas
- Divulgação transparente de editais de seleção e de bolsas
- Intercâmbio entre os estudantes das mais diversas áreas para conhecimento de pesquisas e atuação acadêmica
- Pela função social dos cursos de pós-graduação. É necessário que haja preocupação com os grandes temas e problemas de nossa sociedade
- Políticas que estimulem a integração entre graduação e pós-graduação
Passe Livre
Recepção aos calouros
Ao DCE, cumpre auxiliar os estudantes calouros que chegam à UFJF, fornecendo-lhes as informações mais necessárias, sobre como funciona a Universidade, quais são seus direitos e deveres, incluí-los nos principais debates, além de promover a integração entre os que chegam e os que aqui já estão.
Esta é uma tarefa importantíssima, e que não se resume a realização de festas, como têm sido as atuais calouradas.
A chapa DCE que a gente quer entende que a recepção aos calouros deve ser mais valorizada, até para que estes possam se sentir acolhidos dentro do próprio movimento estudantil. E para tanto se compromete, junto a realização das calouradas, em construir O manual do calouro, informativo que contenha as informações mais importantes sobre a UFJF.
Além disso, queremos empreender novas formas de recepção dos calouros. Propomos aqui a realização de uma gincana entre os calouros, na qual eles terão a oportunidade de se conhecer, conhecer os diferentes cursos, e numa disputa amistosa conhecerem a Universidade.
Quem somos nós!
EXTENSÃO: André Suriane (Eco), Raíssa Faria (Med), Eponina "Nina" (C. sociais), Fernando Perlatto (His), Lorena Andrade (Enf). FINANÇAS: Lucas Cassab (Eco), Rodrigo "Xixi" (Eco), André Fonseca (Geo), Argemiro Pires (Adm), Thais Ferreira (Med). MEIO AMBIENTE: Wellerson "Karamello" (Eco), Davi Barreto (Bio), Diogo Antunes "Tunico" (C. sociais), Amanda Junqueira (Enf), Karen da Rocha (Tur), Raphael "Osama" (Bio). ESPORTES: Rafael "Bolinha" (C. Sociais), Débora Freitas (Farm), Daiane Freitas (Fisiot), Eduardo Walneide "Mestre" (Qui), Pedro Lobo (Tur), Ricardo Domingos (Let), Edinardo "Ed" (Enf), Thales Campos e Silva (Eng). COMUNICAÇÃO: Anna Flavia (Com), Moema Feital (Let), Henrique Fernandes (Com), Fernando Neiva (C. Computação), Maria Fernanda (C. Sociais), Giliard Tenório (Com), Rafaela Pires (Med), Natalia Andrade (Farm). MULHERES: Marina Guimarães (Med), Julia Tartaglia (Jir), Laura Mendes (Med), Angie Miranda (Let), Ana Cristina "Aninha" (Med), Mariana Horta (Fis). ACESSIBILIDADE: Daniela do Amaral (S. Social), Djamilla Olivério (C. Sociais), Karen Brando (Med). PÓS-GRADUAÇÃO: Tiago Rattes (mest. C. Sociais)
