sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A cultura que liberta

A Cultura é um cenário em que vidas ganham significados a partir da simples existência e das ações de grupos, de pessoas, que valorizam as diferenças e os direitos. Ela é a prática social do conviver. Muitas vezes compreendemos a cultura como as produções artísticas, mas ela é muito mais ampla, está presente na arquitetura, na culinária, na moda, na literatura e nas formas de relacionamento e sociabilidade.
A cultura pode ter um potencial de transformação e mudança enorme. Pode ser também um poderoso instrumento de alienação e dominação. O que assistimos no mundo hoje é uma hegemonia das produções culturais que reforçam os valores e conceitos da cultura dominante, européia, branca, masculina. Cada vez mais, a idéia da cultura como entretenimento ganha força, o que na prática assegura a idéia do consumidor cultural como espectador (passivo por principio) e substitui a perspectiva do fomento à produção cultural como instrumento de mudança e transformação a partir da apropriação da história construída pela humanidade. O que importa é o espetáculo. A indústria cultural tem definido o que deve ou não ser produzido. Não há mais espaço para as produções independentes, criativas, ousadas e tudo aquilo que questiona os padrões definidos pelas grandes corporações culturais e da comunicação. Nesse sentido a implementação de uma política cultural deve criar espaços e instrumentos para o desenvolvimento das distintas expressões independentes. Deve também garantir mecanismos para a criação e difusão da produção independente, associada a uma ação para democratizar os veículos.
Acreditamos que o DCE deve criar espaços culturais que permitam a integração entre os estudantes das diversas áreas da UFJF.
Por isso propomos:


  • Organizar a 1ª. Bienal de Artes e Cultura da UFJF, composta por exposições, peças teatrais, mostras de filmes e espaços musicais;> Organizar, por meio do diálogo com CAs e DAs ciclos de cinemas interdisciplinares
  • Lutar pela restauração do DCE Centro, para devolver a ele o caráter de espaço de integração entre os/as estudantes da UFJF. O DCE Centro não pode ser resumido a um local para festas, que muitas vezes apenas contribui para a maior degradação do prédio
  • Garantir que as festas organizadas pelo DCE não sejam terceirizadas, pois acreditamos que os estudantes devem organizar seus próprios eventos. NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA CULTURA ESTUDANTIL
  • Lutar pela valorização do MAM e da Casa de Cultura, enquanto espaços de produção cultural, acessível à comunidade acadêmica e à sociedade.

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